segunda-feira, 27 de julho de 2015

Petição Contra Exhibit B / Petition Against Exhibit B

Gente,
Um grupo de ativistas negros brasileiros está se manifestando contra a exposição Exhibit B. Que está recrutando atrizes e atores negros sob a desculpa de realizar um protesto, para exibi-los em jaulas, reproduzindo os zoológicos humanos que existiram na Europa durante o período colonial.
Esse espetáculo já foi proibido em diferentes lugares da Europa e em todos os lugares o Movimento Negro tem se manifestado contra ele.
Aos que puderem assinem essa petição contra esse absurdo.
Leia aqui o texto que acompanha a petição:

Por que isto é importante

Cancelado em Londres e Paris e em grande parte da Europa após expressivas manifestações de repúdio, o espetáculo de Brett Bailey, Exhibit-B, recria as atrocidades sofridas na escravidão com atores negros, mudos, enjaulados, amordaçados, agredidos e torturados num zoológico humano. Acreditamos e defendemos o princípio de que a dignidade humana deve ser defendida e preservada, e que o povo negro, que ainda resiste às sequelas do crime de escravidão, que no Brasil podem ser vistas tanto a olho nu quanto através das estatísticas, não precisa ser retratado num "zoológico", que reforçará a idéia covarde de que a história do negro começou na escravidão. O povo não precisa ver- se novamente agredido com a reprodução da covardia que foi um dia usada para dizimar milhares de seres humanos, que são assim como seus antepassados. Zoos humanos eram uma prática de entretenimento europeu que exibia negros como sendo uma espécie sub- humana. Cientes do apelo racista que levará curiosos à espiar "essa espécie" sob a (mascarada) licença artística, registramos nosso repúdio absoluto e esforços para impedir que o Brasil seja palco, financiado com dinheiro público, disso. Fora Zoo Humano! #ForaExhibitB #ForaZooHumano #Racismo #ContraExhibitB #ContraoZooHumano #BoicoteExhibitB #BoicoteZooHumano #BrettBaileyRacista

Para assinar a petição clique no link abaixo:
https://secure.avaaz.org/po/petition/MITSP_ESPETACULO_EXHIBITB_Cancelamento_do_espetaculo_exhibitb_Zoologico_humano/?syppoeb




Guys,
A group of Black Brazilian activists are getting together against the performance Exhibit B. This performance is recruiting Black actresses and actors under the excuse of organize a protest to exhibit them in cages reproducing the Human zoos that used to exist in Europe during the colonial period.
This performance was forbidden in different places in Europe and in all places the Black Movement is manifesting itself against it.
For those who can please sign this petition against this absurd.
You can read here the text that follow the petition:

Why is this important?
Canceled in London and Paris and most of Europe after expressive repudiation manifestation, the Brett Bailey, performance Exhibit-B recreates the atrocities suffered during the slavery with silenced, caged, gagged, abused, tortured Black Actors in a Human Zoo.
We believe and defend the principle that the human dignity needs to be defended and preserved, and that Black people, that still resist to the sequels of slavery, that in Brazil can be perceived not only with the naked eye but also through the statistics, don’t need to be pictured in a “zoo”, that will reinforce the cowardly idea that the history of the Black population started with the slavery. Black people don’t need to see themselves abused again with a reproduction of the cowardice that was used one day to exterminate thousands of human been that are their ancestors. Human Zoos were an European entertainment practice that used to exhibit Black people as a sub-human species. Aware of the racist appeal that will motivate curious people to watch “this species” under the (veiled) artistic license, we register our absolute repudiation and our efforts to stop that Brazil would be a stage (especially with public funding) of this. Get out Human Zoo! #OutExhibitB #OutHumanZoo #Racism, #AgainstExhibitB #AgainstHumanZoo, #BoycottExhibitB #BoycottHumanZoo #BrettBaileyRacist.


To sign the petition please click in the link below:

https://secure.avaaz.org/po/petition/MITSP_ESPETACULO_EXHIBITB_Cancelamento_do_espetaculo_exhibitb_Zoologico_humano/?syppoeb

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Entrevista para Revista Fórum -As nuances do racismo no Brasil e nos EUA / Forum Magazine Interview - The nuances of racism in Brazil and The U.S

Aproveito o espaço do blog para partilhar essa entrevista que tive o prazer de conceder para a Revista Fórum.
Ali, Jarid Arraes me pede para falar sobre minhas experiências pessoais como mulher negra de pele clara e também sobre temas como racismo na diáspora, Charleston, linchamento e outros.
Espero que vocês gostem.

http://www.revistaforum.com.br/semanal/as-nuances-do-racismo-no-brasil-e-nos-estados-unidos/




I would like to use this blog space to share this interview that I gave to the Forum Magazine.
Here, the interviewer Jarid Arraes asked me to talk about my experiences as a light skin Black woman and also about things like racism in the Diaspora, Charleston, lynching and others.
I hope you enjoy it.
P.S. It is still in Portuguese, but I will try to translate soon.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Eu tenho medo do colorismo / I'm afraid of colorism

Eu tenho medo do colorismo
Eu tenho medo pois só eu sei o que precisei para me identificar como mulher negra. Para me orgulhar do meu cabelo, da minha boca, do meu nariz.
Eu tenho medo pois só eu sei as chacotas que ouvi por conta dos meus traços.
Eu tenho medo, pois só eu sei o que é sofrer racismo sem ao menos saber que é racismo, se sentir perdida, ferida , acuada sem nem saber porque.
Eu tenho medo do colorismo, porque eu sei o quanto o processo de me descobrir como negra (e é essa a única palavra que posso usar) eu sei o quanto o processo de formação identitária foi libertador para mim,
Eu tenho medo do colorismo, porque apesar de reconhecer meus privilégios como mulher negra de pele clara e ao contrário do que muitos pensam eu sei sim que minha pele é clara e de saber que eu nunca vou sentir o que é ser negra de pele escura, também conheço minhas agruras, já tive sim gente me seguindo em loja pra ver se eu não ia roubar, já tive sim gente segurando bolsa, gente achando que eu estava seguindo, isso sem contar as micro agressões diárias, como rirem do black quando você sai na rua, oferecerem pente, tesoura, dizerem que você não lava o cabelo, te dizerem que não pode usar batom vermelho pra não ficar beiçuda e tantas outras coisas.
Eu tenho medo do colorismo porque eu também sinto a solidão a qual a mulher negra está exposta e me solidarizo com minhas irmãs de pele escura, pois sei que as chances dela serem preteridas é muito maior e em nenhum momento usufruo de minha aparência para conquistar homem nenhum. Ao contrário, já botei pra correr muito homem negro que só se interessou por mim por achar que eu era passável.
Eu tenho medo do colorismo, pois só eu sei as brigas que comprei muitas vezes dentro da minha própria família, para poder me gritar negra e conscientizar os que estão a minha volta.
Eu tenho medo do colorismo porque não acredito que a negritude se limite a uma tonalidade de pele, afinal ninguém questiona a branquitude de pessoas com diferentes, tons de pele, de olhos, tipo de cabelo, porque tem que se então questionar negritude?
Eu tenho medo do colorismo, pois sei que ele foi criado como ferramenta estratégica para nos dividir, que em qualquer lugar do mundo onde a presença negra se faz parte essa é uma ferramenta que exclui e segrega.
Eu tenho medo do colorismo.


I’m afraid of colorism
I’m afraid of colorism because only I know what I needed to do to identify  myself as a Black woman.  To be proud of my hair, my lips, my nose.
I’m afraid, because I’m the only one who knows the jokes that I heard because of my featuring.
I’m afraid because I know what is suffering racism without even know what is racism, how to feel lost, hurt, cornered without even know why.
I’m afraid of colorism, because I know how the process to realize that I was black (and this is the only word I can use) I know how this process of identity formation was emancipatory for me.
I’m afraid of colorism, because although I recognize my privileges as a light skin Black woman, because different from many people can think I know that I’m light skin and I know that I never will know what means being dark skin, but I also know my pain, that I also had people following me in stores to see if I was not going to steal anything , I also had people holding their purses, or thinking I was following them, and not mentioning yet the daily micro aggressions as people laughing on my hair, or telling me that I can’t use a red lipstick or I’ll have giant lips, and a lot of other things.
I’m afraid of colorism, because I also feel the loneliness that we as Black woman are exposed and I sympathize with my dark skin sisters because I know that their chances of being rejected are bigger and in any moment I try to use my appearance to get a man. Actually is the opposite, I rejected a lot of Black men who tried to approach me because they thought I could pass.
I’m afraid of colorism because I know how many fights I had even among my family to declare myself as black and help those who are around me to create conscious.
I’m afraid of colorism because I don’t believe that blackness is limited by one skin tone, because nobody question whiteness from white people with different skin tones, eye color, hair type, so why should we have our blackness questioned?
I’m afraid of colorism because I know it was created as a strategic tool to divide us, and that anywhere in the world where we have black presence, this is a tool to exclude and segregate.
I’m afraid of colorism.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Feliz dia do Jornalista / Happy Journalist Day

Hoje 7 de abril é dia do JORNALISTA. Nesse dia só posso dizer que não importa aonde eu ande, não importa o que eu tenha que vir a fazer para pagar minhas contas, o quanto eu caminhe por outros caminhos. No meu coração é isso que sou, essa foi a profissão que escolhi. SOU JORNALISTA, na alma e sinto dor em não poder exercer minha profissão como gostaria, porque nem sempre meu amor pelo jornalismo é retribuído.
Me lembro de quando estava no segundo colegial (entreguei a idade agora) e fui assistir uma palestra sobre profissões e ouvi um rapaz estudante de jornalismo dizer, que ser jornalista era viver uma vida sem rotina, que você poderia estar na cama e o telefone tocar e você ter que sair correndo, pois a matéria não poderia esperar até o dia seguinte. Naquele momento, tive a certeza absoluta de que era isso que eu queria ser. Eu queria ser JORNALISTA.
Ainda hoje nessa vida acadêmica, quando vou a eventos ou quando vejo algo interessante a primeira ideia na mente ainda é, "puta isso daria uma grande matéria", as vezes conversando com pessoas, com histórias que me fascinam penso, puxa isso tinha que ser publicado.
Hoje escrevo mais pro meu blog, pois a falta de tempo e oportunidade me fizeram seguir, mas ainda que algum dia eu não possa escrever em nenhum lugar vou escrever para mim, pelo prazer de cobrir, questionar e noticiar. É isso que eu sou, sou JORNALISTA.
Minha profissão me trouxe experiências incríveis, visitei lugares maravilhosos, conheci muitas pessoas, incluindo muitos que antes eram ídolos, fiz muitos amigos, então pondo na balança acho que os furos dos espinhos valeram a pena pra poder chegar perto das rosas. EU AMO SER JORNALISTA.
Parabéns a todos os amigos de profissão que também sofrem desse amor insano e muitas vezes não correspondido, em especial aqueles que já caminharam comigo e sabem o quanto é duro ser jornalista pret@ no Brasil.
Nesse dia só posso desejar que as redações voltem a ficar cheias de sonhadores que acreditam que o jornalismo é um caderninho de anotações (porque máquina de escrever é muito retrô e Ipad muito moderno eheheh) e grandes ideias e que coberturas o menos parciais possíveis ainda resultam na melhor notícia.
Feliz dia do Jornalista.

Today, April 7th is the JOURNALIST day. In this day I only can say that doesn’t matter where I go or what I need to do to pay my bills, how much I walk for other ways. In my heart this is what I’m, this is the profession that I chose. I’M A JOURNALIST in my soul and I feel painful because I can’t practice my profession as I would like because this love not always is reciprocal.
I remember when I was on high school and I watched a lecture about professions and I heard a boy who was studying journalism say, that being a journalist was to live a life without a routine, that you could be in bed and your phone rings and you need to leave because the new would not wait until next day.  At that moment I was absolute sure that it was what I wanted to be. I wanted to be a JOURNALIST.
Until nowadays, in this academic life, when I go to events or when I see something interesting my first idea is “man this would be a big new”, sometimes talking with people with fascinating stories I really think “gosh it should be published”.
Today I write more to my blog, because a lack of opportunity and time made me follow another path, but even if some day I can’t write anywhere I’ll write for myself, only for the pleasure of cover a new, question and write. Because this is who I’m, I’m a JOURNALIST.
My profession brought me amazing experiences, I visited great places, I met good people, including some that were my idols, I made a lot of friend so if I think about, I think that the hole of the thorns were worthy to get closer to the roses. I LOVE BEING A JOURNALIST
Congratulations to all my colleagues that are also affected by this insane love that most of time is not reciprocal, special those who have walked with me and know how hard is being a black journalist in Brazil.
In this day, I only can wish that our offices can be again full of dreamers who believe that journalism is a notebook (because a type machine is really old  school and an Ipad is to modern lol) and good ideas and that to cover news in a less partial way possible is still what give us the best new.
Happy Journalist Day.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O que nos move a marchar? What does move us to march?

Feliz 2015.
Sei que a correria me fez passar muitos meses sem postar e infelizmente ainda não tenho como voltar a periodicidade do blog, o doutorado tem sido a prioridade e tive que tirar férias das redes sociais, mas achei que deveria encontrar um tempinho para escrever esse post.
Há alguns dias tive oportunidade de assistir ao filme Selma. O filme, que estreou aqui nos EUA no último dia 9 será lançado no Brasil no dia 25 de janeiro e conta a história da luta pelo voto nos Estados Unidos, em especial no Alabama.
O filme é marcante do início ao fim, nos lembra a luta daqueles que não se calaram para que muitos de nós ao redor do mundo encontrasse sua própria voz.
Eu assisti ao filme em Washington DC, capital dos EUA e no mesmo período tive oportunidade de visitar o Martin Luther King Memorial e o Abraham Lincoln Memorial, dois pontos turísticos na cidade que marcam a luta pelos direitos civis. Do alto do Lincoln Memorial é possível ver as marcas das pegadas de Luther King, pois foi ali que ele proferiu o discurso “I have a dream”, foi possível imaginar a multidão lá embaixo ouvindo as palavras ditas por ele.  Foram momentos de grande emoção, em especial, pois estava acompanhada de alguém que marchou naquele dia e pode me contar um pouco de sua experiência.
Essa somatória de eventos me fez parar e pensar: O que nos move a marchar? O que fez com que no passado milhares de pessoas fossem as ruas para clamar por direitos iguais? E o mais importante o que faz com que muitas vezes nós não tenhamos a disposição de fazer o mesmo?
Dentre muitos fatores, me veio à cabeça o fato de que a coragem para marchar naquele momento surgiu em um momento de necessidade, em um momento em que não se tinha nada, absolutamente nada a perder. As cartas estavam postas na mesa e a única coisa que restava era lutar contra a opressão. O que nos leva a marchar é o desespero.
Aí comecei a pensar nas migalhas que nós povos negros na diáspora temos recebido nos últimos anos, no Brasil com o mito da democracia racial praticamente durante toda nossa história moderna e nos EUA mais recentemente com o mito da sociedade pós racial. Mascaram o racismo, nos dão uma ou outra conquista e com isto baixamos a guarda.
Não é que não queremos lutar, é que nos fazem acreditar que não temos mais motivos.
Os protestos contra Ferguson aqui nos EUA, assim como a marcha contra o genocídio do povo negro no Brasil, nos mostram que nossos motivos ainda são os mesmos. O que precisamos é remover a maquiagem.
Estou me inteirando agora, sobre a Marcha das Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, uma convocação geral que está sendo organizada por organizações dos coletivos de feministas negras brasileiras e que levará centenas de mulheres as ruas de Brasília, em novembro. Em sua convocação, elas deixam claro que querem a participação de todas as mulheres negras independente de sexualidade, religiosidade ou idade e que todos aqueles que quiserem participar também serão bem vindos, mas que o protagonismo será das mulheres negras. Me pergunto então quantas mulheres irão marchar? Quantas sairão de suas casas? O mais importante quantas saberão que precisam marchar? Que seus motivos ainda são os mesmos?
Construo esse post em solidariedade com essa e outras marchas, para que sirva como um ponto de reflexão sobre nossos motivos para marchar. Se o que nos leva a marchar é o desespero, então que nos desesperemos para que não esqueçamos que as migalhas não podem ser suficientes, que elas não devem mascarar a dor, que nossas mortes no passado e no presente não podem ser em vão. De que nossa voz ainda precisa ser ouvida.

Happy 2015
I know I have been a long time without write a post and unfortunately I still can’t come back to write periodically, my PHD is my priority now and I needed to take a break from social networks, but I thought I should find a time to write this post.
Some days ago I had the opportunity to watch the movie Selma. It was released in the U.S. in January 9 and will be released in Brazil next January 25. It tells the history of the struggle for the right to vote in the U.S., in particular in Alabama.
The movie is impressive from the beginning to the end and reminds us the struggle of those who didn’t shut up to help many of us around the world to find our own voice.
I watched the movie in DC and at the same time I had the opportunity to visit the MLK Memorial and the Lincoln Memorial, two touristic sites that are symbols of the civil rights movement. In the top of the Lincoln Memorial stairs it is possible to see the footprints of Dr. King, because it was there where he delivered his “I have a dream” speech and it was also possible imagine the crowd above him, listening to his words. They were really emotional moments, especially, because I had someone with me who had the opportunity to march on that day and could tell me a little bit about this experience.
The addition of all these events made me stop and think: What does move us to march? What did happen in the past to motivate millions of people to go to the streets and claim for their rights? The most important, what is happening nowadays that several times we don’t have the wish to do the same?
Among several facts, came to my mind the fact that that the courage to march on that moment came in a necessity time, in a moment when they didn’t have absolute anything to lose. The cards were in the table and the only thing that they could do was to fight against oppression.  What move us to march is desperation.
This made me thing about the crumbs that we as Black people in the Diaspora have been receiving in these past years, in Brazil with the myth of the racial democracy basically during our whole modern history and in the U.S. most recently with the myth of this post racial society. They mask racism, and give us one or another win and  in this way we put down our defenses.
Is not that we don’t want to fight anymore, it is that they make us to believe that we don’t have more reasons.
The protests against Ferguson here in the U.S. as well as the march against the Black Genocide in Brazil are examples that show us that our reasons to fight are still the same. What we need is to remove the make-up.
 I just heard about the 2015 Black Women March Against Racism, Violence and for Well live a general convocation that has been organized by Brazilian Black Feminists and that will take thousands of women to Brasilia, (the capital of Brazil) in November.  In their announcement that are requesting the participation of all black women apart of sexuality, religiosity or age and that all those who want to join the march are welcome, but black women are going to be the protagonists. So I wonder, how many women are going to march? How many women will leave their homes? Or the most important, how many women will understand that they need to march? Or that their reasons to march are still the same?
I construct this post in solidarity with this and other marches, I present it as a place for reflection about our reasons to march, If is desperation what move us to march, so, let us be desperate, don’t let us forget that crumbs can’t be enough, that they can mask our pain, that our deaths in the past and in the present can’t be in vain, that our voices have to be heard.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Partilhando: Venci um Concurso de Redação / Sharing: I won a Scholarship Essay Contest

Essa semana recebi a notícia de que fui a vencedora de um concurso de redação. Premiações e patrocínios para a pesquisa fazem parte da vida acadêmica aqui nos EUA, então isso é um passo importante para minha carreira. O tema da redação era Como estudar nos EUA irá ajudar a atingir suas metas profissionais.
Segue o link para o meu texto http://www.isvmag.com/08/18/margaret-w-wong-scholarship-winner-announced/7205

This week I received the information that I won the Margaret W. Wong Scholarship essay contest. It is an important step to my career. The topic for the scholarship was “How will studying in the United States help you achieve your career goals?”.
Here is the link to my essay
www.isvmag.com/08/18/margaret-w-wong-scholarship-winner-announced/7205

sexta-feira, 25 de julho de 2014

25 de julho Feliz dia da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha / July 25 Happy Afro Latin and Caribbean Woman Day

Para as minhas irmãs na caminhada só posso desejar um feliz 25 de julho, dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Que nesse dia, nós possamos lembrar a força que carregamos em nós, que lembremos a herança que nossas ancestrais nos deixaram. Como diria Jurema Werneck, "nossos passos vem de longe". Em toda a diáspora, foram mulheres negras como nós quem carregaram consigo a responsabilidade de cultivar nossa história, propagar nossos feitos e irmanar nosso povo. E é assim que devemos seguir, como agentes de nossa história. Sempre fortalecendo uma a outra na caminhada. Eu sou porque vocês são. Ubuntu! Mulheres negras irmanadas sempre.Nesse dia, partilho com vocês o documentário 25 de julho - o Filme - Feminismo Negro contado em primeira pessoa. Do qual tive a honra de participar.
https://www.youtube.com/watch?v=J6ev2V-Ee3U

To my sisters in this journey, I only can wish a happy July 25, International day of Afro Latin and Afro Caribbean women. I wish that on this day we can remember the strenght that we carry with us, that we can remember the inheritance that our ancestors gave to us. As Jurema Werneck would say "our steps come from far". In the whole Diaspora, were black women like us, who carried with them the responsibility of cultivating our history, propagating our achievements and congregating our people. We need to follow in this way, as agents of our own history. Strenghtening each other in the journey. I'm because you are. Ubuntu! Black women always congregated as sisters.Today I share with you the documentary, that I had the honor to participate: July 25 - The Movie - Black Feminism narrated in First person.

https://www.youtube.com/watch?v=J6ev2V-Ee3U


A mis hermanas en el camino sólo puede desear un feliz 25 de julio, día de Las Mujeres Afro de América Latina y el Caribe. Ese día, podemos recordar la fuerza que llevamos dentro de nosotras, recordamos el legado que nuestras antepasadas nos dejaron. ¿Cómo se ha dicho Jurema Werneck, "nuestros pasos desde lejos." A lo largo de la diáspora, fueron las mujeres negras como nosotras que llevan con ellas la responsabilidad de cultivar nuestra historia, nuestros logros y se propagan a nuestra gente a congregarse. Y así debe seguir, como agentes de nuestra historia. Siempre fortalecimiento entre sí para caminar. Yo soy porque tú eres. Ubuntu! Las mujeres negras siempre hermanadas.Ese día, comparto con ustedes el documental de 25 de Julio - La Película - Negro Feminismo contada en primera persona. Que tuve el honor de participar.

https://www.youtube.com/watch?v=J6ev2V-Ee3U

Pour mes sœurs à la marche ne peut souhaiter un joyeux 25 Juillet le jour des femmes noires en Amérique latine et dans les Caraïbes. Ce jour-là, nous pouvons nous rappeler la force que nous portons en nous, nous nous souvenons de l'héritage que nos ancêtres nous ont légué. Comment serait jurema Werneck, «nos traces de loin." Tout au long de la diaspora, étaient des femmes noires comme nous, qui portent avec eux la responsabilité de cultiver notre histoire, nos réalisations et nos gens se rassemblent propagent. Et il doit suivre, comme les agents de notre histoire. Toujours renforcer l'autre dans la marche. Je suis parce que vous êtes. Ubuntu! Les femmes noires toujours jumelées.
 Ce jour-là, je partage avec vous le documentaire de 25 Juillet - Le film - Black Feminism dit à la première personne. Que j'ai eu l'honneur de participer.

https://www.youtube.com/watch?v=J6ev2V-Ee3U